Mittwoch, 16. Juli 2008

Entrevistas - Parte II

O que pensar de um candidato que, durante uma entrevista de trabalho:
- usa a palavra "merda" no mínimo sete vezes;
- emprega sem pudor a expressao "apanhar na tromba" duas vezes;
- se compromete a uma performance pessoal de 120% (como deverá ser hábito) com notas de aprendizagem de 3;
- desculpa a nota de 3 com black outs;
- se despede da potencial futura manager com um piscar de olhos maroto?

Nao há paciencia...

Blogs e emocoes - Uma instalacao

Um sistema analisa e visualisa emocoes transmitidas por todos nós, bloggers. Aqui.

Vai e vem

Ando perdida numa viagem sem respostas.
Encanta-me a melancolia da questao, mas impacienta-me a possibilidade de nao atingir um consenso pessoal. Muitas vezes nao sei o que quero, para mim. A conjuncao de interesses nao é sempre possível, entre os vários desejos nao consigo encontrar-me. Nao tenho um rumo certo, mesmo aquele que calcorreio nao me convence nem me preenche. Há algo sempre que fica para trás. Um momento nao vivido, uma escolha mal-tomada. O que seria se...? No fundo, a parte da personalidade que fala mais alto é aquele da estabilidade, quase como se o passar do tempo e o acumular da idade tivessem supremacia sobre todos os sonhos e desejos do antigamente. Questiono-me sobre a felicidade alheia, o que os olhares de rua me transmitem com um esgar por vezes assustador. Conto todas as manhas com os dedos de uma mao as pessoas que encaram o privilégio de acordarem para um novo dia com um sorriso nos lábios ou nos olhos. Nao me sossega o pensamento, naqueles dias tenebrosos nos quais tudo parece correr mal, de que haverá pessoas com piores problemas além dos diários conhecidos "o despertador nao toca, o café arrefece, as olheiras resistem à maquilhagem, a t-shirt deliberadamente escolhida durante o duche apresenta-se ao servico cheia de nódoas, a chuva fustiga as janelas e encobre o astro das hormonas, as chaves do carro escondem-se de mim"... Também nao me questiono sobre a fortuna alheia (porque ele e nao eu?), há obras do acaso, nem tudo terá uma explicacao óbvia?
A propósito de explicacoes, alguém ou algo terá tido ideias brilhantes a propósito da anatomia humana. Por vezes imagino o que seria se só tivessemos um olho e o sexo fosse no meio da testa. Nao teria jeito nenhum...
Mas deixemo-os de divagacoes, que a noite já vai longa aqui na Europa Central e eu nao quero exagerar no meu primeiro post desde há um mes, há que recomecar devagarinho, como se tivessem sido umas férias prolongadas.

Dienstag, 10. Juni 2008

3 músicos em palco

Porém, é indubitável que o Sting, o Copeland e o Summers conseguem encantar e mover multidoes, apesar da capacidade de inovacao estar fatigada. Mais precisamente, 45.000 pessoas.

O mais frustrante no concerto dos Police foi...

... nao me ter apercebido que a banda de apoio era nada mais nada menos que Os Charlatans...

Sonntag, 1. Juni 2008

Ilusoes

Especulacao, impostos, oligopólios.
O preco do gasóleo anda acima dos € 1,54.
Repentinamente o ambiente deixa de ocupar a posicao cimeira na lista das prioridades individuais.
Como seria possível para o Estado re-financiar os seus buracos orcamentais se se decidisse proibir o uso do automóvel como medida ambientalista?

Grandes tretas, nenhuma instancia está genuinamente interessada no ambiente, a partir do momento em que os seus poderes sejam ameacados.
Continuaremos a viver uma ilusao hipócrita até a uma próxima revolucao, digna de um nome assim desde que modifique o curso da história.

A ostentacao

A atmosfera competitiva que domina as relacoes humanas dá-se a conhecer em pequenos gestos e sinais quotidianos. Na Alemanha, pelo menos, tornou-se típico utilizar o automóvel como espelho reflector nao só das aspiracoes de cada um, mas mais ainda daquilo que cada um julga já ter alcancado. Nao só as pessoas passaram a medir-se aos palmos pelo número de cavalos que o carro apresenta no livrinho descritivo de capacidades, mas também pela quantidade de quilómetros que cada autocolante, religiosamente e com minúcia colocado na parte traseira do veículo, terá representado numa viagem passada. Relembro aquelas malas de cartao em tempos primórdios dos primeiros que se aventuraram nas expedicoes pelos jardins babilónicos ou pelos cumes do Everest, decoradas tal qual puzzle com sinais de cada passagem. Malas como essas, que terao acompanhado ilustres cidadaos como William Fog ou Edmund Hillary, tornaram-se raras nos tapetes dos aeroportos. Viajar modificou-se num fenómeno de massas, ninguém já se enternece com uma viagem a Paris.
O sentido de ostentacao nao cessou de existir por completo, de momento subsituem-se as malas pelos carros. Sao incontáveis os automóveis com autocolantes amarelos e pretos, de preferencia com a figura de um koala ou canguru ou uma frase "Land down under" (1.000 pontos para quem adivinhar o país...), ou brancos e azuis (a bandeira escocesa quase parece surpreender a tendencia omnipresente de normalmente se preferir Londres a qualquer outro local na ilha, daí o carácter exótico) ou ainda de fundo amarelo e letras azuis com a frase "Corse ferries 2007". Uau, estive num ferry boat com ligacao à Corsica.
Ao invés de design à la Mondrian, temos autocolantes com motivos fabulosos. Ou porque nao arrancar as páginas dos nossos passaportes caducados e usá-las como amostra de carro? Evita-se a pintura e pode sempre subsituir-se com novas, que custam menos que um laqueamento na oficina.