Dormir = 8 horas
Trabalhar = 8 horas
Preparar-se para o trabalho = 30 minutos
Deslocar-se para ir trabalhar = 1 hora
Refeicoes = 1 hora
Restam 5,5 horas do dia.
Tirando duas horas extra no emprego (a assumir) = 3,5 horas.
Agora digam-me como conseguir ter um hobby, tempo para pensar, oportunidade para comprar o que comer, ler vinte páginas de um livro, escrever posts, andar a par das notícias via TV, jornais e internet, formar / formular opinioes, ir ao ginásio, encontrar amigos, telefonar aos amigos, escrever aos amigos, telefonar à família, escrever à família, consultar as cinco networks, planear as férias, ... SEM ENTRAR EM PARAFUSO??
Sonntag, 11. Januar 2009
Crencas
A publicacao cibernética Edge lanca desde há uma série de anos um conjunto de questoes à comunidade científica, normalmente de teor existencial, evolucionista ou puramente científico. À pergunta "Em que acreditas sem que o consigas provar?" houve respostas numerosas do género "a única coisa que existe é a consciencia, o resto que se conhece trata-se apenas de um ambiente de trabalho qual PC composto por links e icons que simplifica a realidade por detrás, essa muito mais complexa do que o que se pode vislumbrar" ou "desilusao e traicao sao mecanismos de equilíbrio que limitam o que cada indivíduo pode alcancar".
Eu acredito que Deus nao existe. E que o conflito na faixa de Gaza (alguém sabe como e porque realmente comecou?) nao tem nada a ver com esse Deus.
Um cientista acredita que a moral humana se desenvolveu nos últimos anos e que a direccao seguida só pode ser a correcta. À luz dos acontecimentos dos últimos meses, duvido muiiiito.
Eu acredito que Deus nao existe. E que o conflito na faixa de Gaza (alguém sabe como e porque realmente comecou?) nao tem nada a ver com esse Deus.
Um cientista acredita que a moral humana se desenvolveu nos últimos anos e que a direccao seguida só pode ser a correcta. À luz dos acontecimentos dos últimos meses, duvido muiiiito.
Montag, 5. Januar 2009
Aberracoes da Natureza?
Sonntag, 4. Januar 2009
Sociedade protectora dos caninos
Gosto de caes, acho interessante a sua dedicacao, o seu sentido apurado do perigo, a sua capacidade de memória (ou será instinto?), a sua abilidade em captar rotinas. Nao acho tanta piada à sua dependencia, ao seu cheiro, principalmente após um passeio sob chuva, às poitas nos passeios (mais culpa da falta de civismo dos donos em si), mas como ninguém me obriga a ter um, nao me importo que os outros os possuam. Agora digam-me uma coisa: Nao terá um cao os mesmos direitos no que toca a transportes públicos que as pessoas, utentes humanos?
Aqui há dias passou uma pequena notícia no Jornal das 8 sobre a dona de um destes seres de quatro patas, de seu nome Leo, ambos passageiros frequentes da Deutsche Bahn (os caminhos-de-ferro germanicos). O cao paga metade de um bilhete, o mesmo que uma crianca, apesar de nao ocupar nenhum lugar sentado e ainda fazer o favor de limpar o chao. A dona decidiu tirar um passe para o Leo, de forma a tornar a coisa menos onerosa, enviando o formulário para Berlin, com uma foto muito apelativa e simpática do mesmo. A empresa decidiu nao aceitar o pedido pois o privilégio do passe está atribuído exclusivamente a humanos. Em resposta aos protestos da dona, a DB retorquiu que nao teria qualquer sentido um cao possuir um passe pois cada utente com passe recebe constantemente material publicitário enviado ao domicílio, absolutamente inadequado para um cao. Em acréscimo, o facto de o cao ser detentor de um passe conferir-lhe-ia igualmente o direito a coleccionar pontos de fidelidade, os quais o cao nao poderia trocar. "Quem disse que nao?", respondeu a dona, indignada, "Os pontos dariam para uma salsicha no bar do comboio, nao acha?".
Fim da reportagem.
Aqui há dias passou uma pequena notícia no Jornal das 8 sobre a dona de um destes seres de quatro patas, de seu nome Leo, ambos passageiros frequentes da Deutsche Bahn (os caminhos-de-ferro germanicos). O cao paga metade de um bilhete, o mesmo que uma crianca, apesar de nao ocupar nenhum lugar sentado e ainda fazer o favor de limpar o chao. A dona decidiu tirar um passe para o Leo, de forma a tornar a coisa menos onerosa, enviando o formulário para Berlin, com uma foto muito apelativa e simpática do mesmo. A empresa decidiu nao aceitar o pedido pois o privilégio do passe está atribuído exclusivamente a humanos. Em resposta aos protestos da dona, a DB retorquiu que nao teria qualquer sentido um cao possuir um passe pois cada utente com passe recebe constantemente material publicitário enviado ao domicílio, absolutamente inadequado para um cao. Em acréscimo, o facto de o cao ser detentor de um passe conferir-lhe-ia igualmente o direito a coleccionar pontos de fidelidade, os quais o cao nao poderia trocar. "Quem disse que nao?", respondeu a dona, indignada, "Os pontos dariam para uma salsicha no bar do comboio, nao acha?".
Fim da reportagem.
É difícil ser-se hoje adolescente
Hoje é domingo, o dia das arrumacoes, bastante necessárias após tantos dias de preguica aguda e cura de desintoxicacao derivada dos festejos de Natal e Ano Novo. A mala das férias, qual objecto constante de decoracao interior, ainda estava por desfazer, escancarada no chao do quarto. Arregacei as mangas, dediquei-me de corpo e alma à tarefa dura de escolher, dobrar, cheirar, separar, por a lavar, etc. Como antevia, até estar tudo concluído passaram-se umas boas horas. Pareceu-me uma boa alternativa, o tempo lá fora nao estava deveras convidativo para um passeio domingueiro, a neve foi caindo lentamente e cobrindo superfícies com o seu manto branco. Durante as arrumacoes decidi acender a TV de forma a ser acompanhada por um pouco de música. Como nao apanho a MTV, optei pela VIVA. O que vi deixou-me desolada, repleta por um sentimento de pena pelos adolescentes de hoje. No ar estava um programa "as melhores músicas dos últimos 25 anos" (a pensar que a maior parte dos espectadores ainda nao era nascida no início da contagem, pergunto-me como a música "Take on me" dos A-Ha de 1985 foi parar ao top 10), por vezes (umas 2 em cada 15 minutos) interropido por pausas publicitárias. Nao estou segura do que me decepcionou mais, se o teor qualitativo dos comentários dos apresentadores, que, à falta de melhor, usavam expressoes equiparadas ao nosso "coisa e tal" portugues, o facto de Tokio Hotel ocupar o lugar cimeiro da contagem, seguida por Celine Dion com a música do Titanic (filme que jamais vi) e uma cantora qualquer norte-americana (penso eu), da qual nao me recordo o nome, que canta - originalíssima - como gostou de ter beijado uma miúda (refrao "I kissed a girl, I liked it"), ou entao o carácter absolutamente desinteressante da publicidade que ia passando. A maior parte dos anúncios fazia alusao a músicas, das quais se poderia fazer um "download" (como se diz isto em portugues?) mandando umas quantas SMS para um número demasiado custoso, a melhor delas sendo uma melodia em alemao propagandeando "gosto de ti, apesar de seres uma merda" (acreditem, estou a traduzir à letra, sem censuras). Existia ainda outra possibilidade de queimar a mesada dos pais escrevendo uma SMS para um outro número, igualmente com custos elevadíssimos, sobre questoes importantes como "terá a vida sentido?" ou "engordei um quilo, será que ultrapassei o meu peso ideal?" ou entao "deverao mulheres ter pelos nas partes íntimas?", enfim, tudo o que sempre se desejou saber e jamais alguém clarificou.
Pois tive muita pena de nao ter apanhado o programa desde o início, principalmente porque conseguiu fugir a todos os estereotipos de edicoes do género, nas quais se esperaria nomes do tipo Madonna ou Michael Jackson a ocupar o primeiro lugar.
Seguiu-se "America's Next Top Model", bastante elucidativo e pedagógico, sobre as cinco finalistas, uma mais superficial e horripilante que a seguinte. O meu drama durou até ao momento no qual finalmente encontrei o comando da TV, esse escondido o tempo todo debaixo da pilha de vestidos que tinha para pendurar.
Pois tive muita pena de nao ter apanhado o programa desde o início, principalmente porque conseguiu fugir a todos os estereotipos de edicoes do género, nas quais se esperaria nomes do tipo Madonna ou Michael Jackson a ocupar o primeiro lugar.
Seguiu-se "America's Next Top Model", bastante elucidativo e pedagógico, sobre as cinco finalistas, uma mais superficial e horripilante que a seguinte. O meu drama durou até ao momento no qual finalmente encontrei o comando da TV, esse escondido o tempo todo debaixo da pilha de vestidos que tinha para pendurar.
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