Montag, 9. März 2009
O cúmulo é...
... haver médicos ginecologistas que consideram a menstruacao algo anti-natural e, logo, recomendam doses de hormonas para contornar o assunto.
Dienstag, 3. März 2009
E falando em pseudos...
O que será a blogosfera senao, em alguns casos, a tentativa de alcancar o mesmo que Vicky? Qualquer um descobre a sua veia literária e cria um blog. Fa-lo sentir bem, útil, artístico.
O pseudo-escritor.
O pseudo-escritor.
Dinamicas
A Luna parece estar ainda a dissecar os vários personagens de um filme que também vi há umas semanas, Vicky Cristina Barcelona, num post sobre os "pseudo" como Vicky, a que foi impelida por um qualquer talento quase inexistente (assim como o conhecimento da língua) a fazer um mestrado sobre a cultura catala e acaba por descobrir uma aptidao por fotografia. No final, ficamos todos sem saber que raio acontece, talvez por isso o filme se torne tao interessante. Precisamente pela mesma razao se ficará com um gostinho a "unfinished business", do género soube a pouco.
Vicky nao sabe o que quer nem o que procura, perde-se em aventuras com os chamados "artistas", palavra que acambarca o mundo, tentando escapar a convencoes, ser diferente.
De facto, há os que o sao, naturalmente, os que nao o sao e nao querem ser, e os que querem, mas nao conseguem. Importante sempre foi o pertencer a um qualquer grupo, sentir-se etiquetado para se fortalecer. No fundo, um grande medo da solidao.
Vicky nao sabe o que quer nem o que procura, perde-se em aventuras com os chamados "artistas", palavra que acambarca o mundo, tentando escapar a convencoes, ser diferente.
De facto, há os que o sao, naturalmente, os que nao o sao e nao querem ser, e os que querem, mas nao conseguem. Importante sempre foi o pertencer a um qualquer grupo, sentir-se etiquetado para se fortalecer. No fundo, um grande medo da solidao.
Montag, 2. März 2009
Estórias omitidas
O facto de viver na Alemanha tem vindo a contribuir para um aumento generalizado da minha cultura , especificamente, tudo o que toca ao Drittes Reich, a Hitler ou aos Judeus. O estigma do passado sente-se como algo muito marcante (mal pareceria...) no que se diz (palavras como "Endlösung", "Autobahn" ou "Konzentrationslager" permanecem tabu) , sobre quem se diz (Judeus ou Israelitas merecem um tratamento mais especial e, por isso, discriminatório), no que se ve (reportagens sem fim sobre Wehrmacht, grande sucesso de filmes como "Valquiria" ou "The reader", ) e le (mil e uma biografias sobre o cidadao austríaco a encherem as prateleiras das livrarias, um novo jornal sobre a imprensa nos tempos entre 1933 e 1945, lancamento polémico por parte de um jornalista britanico que pretende demonstrar o poder manipulativo do Sr. Goebbels sobre os cidadaos na altura). Como tal, um qualquer episódio associado a essa época nao passa despercebido.
A importancia do passado e o relativismo do mesmo tornaram-se de tal forma fundamentais que mesmo empresas como a Thyssen Krupp, a BMW ou a Schaeffler, com nomes de família possantes como Krupp, Quandt ou Schaeffler, autonomamente presentes no mercado mundial e com um historial invejável de sucesso, optaram por contratar historiadores de forma a re-escrever o passado das suas epopeias históricas. Isto porque as mesmas foram grandes apoiantes do III Reich, o que terá contruibuído para o sucesso das próprias sobre o qual hoje nao se fala.
Durante o fim-de-semana veio à tona o facto de a Schaeffler, hoje grande fornecedor da indústria automóvel e, como tal, próxima da bancarrota, presente na década de 40 com uma fábrica próxima de Auschwitz, ter provavelmente usado cabelos judaicos provenientes desse campo de concentracao para produzir tapetes.
Imagino qual a sensacao dos detentores de tapecaria oriunda dessa empresa ao pisar o chao dos seus apartamentos, agora que sabem o que realmente compraram.
A Schaeffler pediu ao Estado alemao ajuda em vários milhoes de euros. A sua CEO, Sra. Schaeffler, apresentava-se de casaco de peles. Vá lá nao ser um tapete. E daí...
A importancia do passado e o relativismo do mesmo tornaram-se de tal forma fundamentais que mesmo empresas como a Thyssen Krupp, a BMW ou a Schaeffler, com nomes de família possantes como Krupp, Quandt ou Schaeffler, autonomamente presentes no mercado mundial e com um historial invejável de sucesso, optaram por contratar historiadores de forma a re-escrever o passado das suas epopeias históricas. Isto porque as mesmas foram grandes apoiantes do III Reich, o que terá contruibuído para o sucesso das próprias sobre o qual hoje nao se fala.
Durante o fim-de-semana veio à tona o facto de a Schaeffler, hoje grande fornecedor da indústria automóvel e, como tal, próxima da bancarrota, presente na década de 40 com uma fábrica próxima de Auschwitz, ter provavelmente usado cabelos judaicos provenientes desse campo de concentracao para produzir tapetes.
Imagino qual a sensacao dos detentores de tapecaria oriunda dessa empresa ao pisar o chao dos seus apartamentos, agora que sabem o que realmente compraram.
A Schaeffler pediu ao Estado alemao ajuda em vários milhoes de euros. A sua CEO, Sra. Schaeffler, apresentava-se de casaco de peles. Vá lá nao ser um tapete. E daí...
Sequencia da trilogia
O exmo. Sr. Governador da Califórnia, austríaco e naturalizado nos EUA, anos após a sua trilogia de Exterminador, esteve hoje presente na abertura da maior feira tecnológica mundial, a CEBIT, em Hannover.Que tem a sua piada, ai isso é que tem.
Foto: Spiegel Online
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